Diversidade cultural
Sati- Índia
Nas aulas de Psicologia B abordamos o tema da riqueza da diversidade humana. Foram então realizados grupos de trabalho para a exploração de uma prática cultural, de modo a percebermos as diferenças entre as diferentes culturas.
"Sati" (ou "suttee") foi uma costume histórico indiano mais associada a algumas comunidades hindus, que consistia no processo de autoimolação da viúva aquando a morte do seu marido. Essa prática, era em certos casos voluntária, mas frequentemente as mulheres eram coagidas ou até forçadas pela pressão social e familiar a fazê-lo.
O Sati era mais comum nas castas mais altas e era visto por muitos como forma de preservar a virtude da viúva e demonstrar lealdade ao marido visto que na sociedade patriarcal da época, era comum associar o valor e o papel da mulher ao seu marido.

Em 1829, o governador-geral britânico William Bentinck formalmente proibiu o Sati na Índia, tornando sua prática ilegal e passível de punição. A proibição marcou uma grande mudança, mas alguns casos esporádicos continuaram a ocorrer até o século XX.
Esta tradição deixou um legado duradouro na Índia, tornando-se um símbolo dos vários desafios enfrentados pelas mulheres em relação à igualdade e aos direitos individuais.
Com o estudo desta prática conseguimos observar a grande diversidade de culturas espalhadas pelo mundo. Permite-nos perceber até que ponto uma parte daquilo que somos é absolutamente inseparável do mundo em que crescemos. Não só, mas também nos permite observar como a partilha de conhecimentos e comportamentos específicos de uma sociedade, nos torna diferentes uns dos outros, sendo que é nessa diferença que reside a riqueza do ser humano.